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Blog de julia ayres Querida velhinha família
Júlia Ayres Reunir a família é surreal. Fiquei pensando muito nesse final de semana que passei com meus entes queridos. Por circunstâncias não muito boas, ficamos todos juntos. Era de uma ternura que só pode ser coisa de Deus. Parece que Ele estava no meio da roda participando das boas conversas. E põe boa nisso!
A tia de 85 anos pergunta do novo namorado e você diz “já era”. Ela ri e fala com braveza “É, não deu certo tem que separar mesmo. Que bom ficar sozinha, não dá satisfação para ninguém!” A querida tia foi casada durante 50 anos com a mesma pessoa. Aí vem a outra tia com mais pergunta, a terceira acha que você está muito magrinha. Gargalhadas por toda parte.
Beijos, carinhos, piadas, papo bom, saudade. Os nossos velhinhos com cabelos de algodão e marcas da vida nos dão uma paz!
Matemática louca, você tem a metade da idade deles, os nossos filhos e sobrinhos têm um terço da nossa e todos ficamos no mesmo tempo por alguns minutos. Parece que eles ainda têm muito que fazer, mas já fizeram demais. É uma delícia!
É hora de ir embora, obrigações do cotidiano, mas você continua ali debaixo da asa, deitada no colo, abraçada, sem sentir a hora passar. E mais conversas da infância, da vida, da missa, dos outros. Nunca mais quer sair dali. Dá vontade de ficar, de ajudar, de dividir, de somar. Mas você tem que ir. A vida não para.
Como foi bom reunir esse clã. A gente quer ir além, mas no fundo já está bom esse momento mágico, reunião de gente sua, união de gerações, momento de adoração. Tudo muito bom! Até mesmo quando um deles está por um fio. A gente se fortalece, se emociona e agradece!
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Escrito por Julia Ayres às 19h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Abandono num vagão de trem
Júlia Ayres
Que espécie de sensação sente quem é abandonado?Vazio? Angústia?Tristeza? Ou nada? A palavra NADA define a situação de quem acabou de ser deixado. Um vácuo, um ócio, um órfão. É estranho! Sobra tempo, falta assunto. É patético! As outras situações do dia a dia não cobrem esse vazio. É inútil reanimar, é perverso!
E quem abandona não tem punição? Sem aviso, sem desculpa, sem resposta, sem adeus. É como se você planejasse uma viagem linda num trem antigo e no meio do roteiro, depois do último lugar mais bonito, o condutor diz “acabou o passeio” e pede para você descer. Aí você incrédula pergunta “mas eu programei a viagem, eu escolhi o roteiro, fiz planos, gastei dinheiro e disponibilidade?”. O homem te olha e vai embora, sem resposta. O que se faz? O roteiro era errado? Mas era o melhor! O melhor que meus olhos podiam ver.
Mas só você acreditou nessa viagem, os outros passageiros só apostaram. O roteiro era perfeito! O condutor que não conseguiu ir adiante. Está acostumado com lugares comuns, com curvas menos sinuosas, com caminhos retos, com dias sem chuva. Era o que ele fazia há décadas. Ele não conhecia um passeio entre bosques, sol, chuva, rios e mares. Na percepção dele, àquilo não existia. Era um roteiro desconhecido, perigoso demais, parecido com a morte. O sujeito queria viajar por trilhos conhecidos, tinha horários programados, uma vida normal. Voltando da viagem, bagagem desfeita, rotina e muito tempo para entender e não consegue. Dessa vez, toda cultura, educação e inteligência que você adquiriu se resume num vazio. O que aconteceu? Onde está o erro? Muitas perguntas.
Você está exausta! Precisa fazer outro roteiro. Esse não te pertence mais. Outras escolhas, outros projetos, outros sentimentos, com mais detalhes, em parcelas mais suaves e no novo contrato uma cláusula em negrito: Caso a viagem seja interrompida, o condutor deverá indicar ao passageiro outro roteiro. Igual ou melhor do que este. É lei. Art. 1, parágrafo 1.
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Escrito por Julia Ayres às 19h25 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Que pessoas estranhas somos nós!
Julia Ayres As pessoas são maravilhosamente estranhas. Não sei se é de formação, de informação ou talvez a genética influa. Mas, de qualquer forma, são desconhecidas figuras.
Escrito por Julia Ayres às 18h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Velhas lembranças, doces desejos!
Júlia Ayres
Quando se é novo, percebe-se um mundo colorido. Somos atrevidos, crentes, loucos, saudáveis e bonitos. Tudo funciona como uma máquina que acabamos de comprar. Sim, nós podemos! As emoções são intensas, o corpo explode. Tudo vira uma engrenagem, sem grandes interrupções. Ah, a juventude! Somos arremessados para um mundo avassalador. Às vezes é perigoso, mas não ruim e outras vezes tão bom que aí sim fica perigoso. Mas viver é isso e viver bem a juventude é carregar uma bagagem de histórias para quando, digamos ficarmos um pouco mais velhos, podermos acrescentar a essa vida um pouco mais de calma. Sim, uma vida mais tranquila. Na fase madura sobra tempo, falta amigos e disposição de antes. São outros tempos. Uma maturidade forçada. Então misturamos tudo e ficamos quase ridículos. É uma delícia! Só, que queremos mais, mesmo quando o corpo limita. Podemos tudo, com um pouco mais de suavidade. Uma barriguinha a mais, umas rugas que o creme não consegue combater com precisão. Há alternativas cirúrgicas, mas não precisa tanto. É opção de cada um. Viver décadas e décadas é mágico! Com alegrias, decepções, com vitórias e perdas. A maturidade permite às velhas lembranças com novos desejos. Com um pouco de sorte, a vida segue até o dia que tivermos com o dever cumprido. Mas até lá, as sensações serão permitidos, os encontros serão marcados, o silêncio respeitado e o limite obedecido. Torcer muito para que esse ciclo perdure até ficarmos bem velhinhos ainda,se puder, nesta adorável vida!
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Escrito por Julia Ayres às 19h40 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Dias difíceis Julia Ayres
Doze dias de muito trabalho e finalmente a folga. Muitos planos e pouca grana. Então, é melhor contar com o imprevisível. Alguém vai ligar o aparecer e suas 48 horas de ócio mudarão.
Sábado nublado. Nada como um dia cinza para colocar a vida em ordem. Cozinha, armários, trabalho. Aí você pensa? Trabalhei demais! Tenho que pensar em algo prazeroso. Sai para almoçar e encontra pessoas divertidas demais e a sintonia não bate. Você come uma feijoada, bebe uma cerveja e discorda de todo papo da mesa. É melhor ir pra casa, você não está legal! Tudo pode mudar. Tem ingressos para um show e alguns contatos. Uma amiga está doente, outra deprimida, a terceira marca para a outra semana e você não quer nem pensar em mais ninguém. Está frustrada!
Ainda é noite e o pensamento não suporta o “tantinho” de alegria que ainda tem para a longa noite.. Pega o celular e sem desejar liga para a pessoa errada. Ela atende e você, como uma adolescente, nega que tenha ligado. Apertou a tecla sem querer. Para não errar novamente, apaga o número do celular “dele”. A noite já vai e o sono não dá sinal. Filmes, séries, novelas, programas. Nada interessa! Chora, lê,, reza, ouve música e tenta dormir. Lá pelas 4 horas o sono vem e vem também o Domingo, com um belo sol. Agora quem procura as pessoas é você. Família, alguns amigos e nada. Todo mundo marca para a semana seguinte. Provavelmente, no seu plantão, o final de semana vai ser eletrizante para os outros. A agenda está lotada. Mas e esses dois dias que não passam?
Tarde de Domingo, ninguém liga. À noite, nenhum telefonema. A agonia transpassa a tua pele.. Está sentada no sofá às 6 horas vendo filmes. Nem os vizinhos fazem barulho hoje. Amanhã é segunda. Não terá tempo nem para pensar o quanto foi bom este silêncio. A falta de ruídos alimenta, de alguma forma, a alma. Traz uma calmaria ao ambiente. Parece que as coisas estão se acomodando. Tudo no tempo certo. Sem rompantes, sem festa, sem bebidas, sem amigos. É um silêncio incômodo mas preciso e maduro.
O início da madrugada completa todo o silêncio do final de semana. Não foi tão ruim assim. Às vezes é preciso essa paz forçada para ajeitar os sentimentos. Ganhar gás para as próximas etapas e reconsiderar algumas opiniões. É hora de dormir e agradecer a Deus pelos dias difíceis.
Ah, quanto aos convites para o show de sábado? Eu os rasguei.
Escrito por Julia Ayres às 17h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Surpresas por Giovana Damaceno Você vive. Está saudável, trabalha, leva seu dia-a-dia normalmente. Acorda, manda o filho à escola, lava quintal, põe roupa no varal, faz compras, vai ao shopping, frequenta sua religião, encontra amigos, paga contas, programa viagens, faz planos profissionais, pessoais, ama, é amado. Passa por dificuldades normais, aperta daqui e dali, mas sempre dá conta. É isso o que derruba a arrogância, o errado senso de ser todo-poderoso, a vaidade e o orgulho excessivos. Na hora de encarar a surpresa, todos são iguais, não tem rico, pobre, mulher, homem, raça, religião. Somos seres humanos, passíveis de viver bem ou não. Saudáveis ou não. Inteiros ou não.
Escrito por Julia Ayres às 15h51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Encontros e desencontros
Noite Esta é mais fácil, é ele que está interessado em você. Tudo muda. Felicidade plena! Troca de carinho, promessas. Depois de um tempo... falta riqueza de detalhes na relação. E aí, minha filha, alguém tem que ceder para ser feliz. Outras pessoas aparecem no meio da sua vida. Em uma manhã de sol, num estabelecimento comercial, a pessoa mais comum torna-se o grande amor da sua vida. É o sentimento mais puro que você teve. Por mais piegas que seja o sorriso dele era o sol, o abraço, o mundo, a relação é a sua vida. Depois de muitos, mas muitos anos, você descobre que amou uma década sozinha. Sofre, sangra, mas continua. Porque a vida tem dessas coisas. Não é possível que o amor que você tem não caiba em alguém. Recomeça, um pouco mais cansada, tudo em volta continua freneticamente: família, amigos, trabalho, também com muitas idas e vindas. Eis que surge uma pessoa conhecida, bacana em todos os sentidos e você prefere arriscar com menos amor, mas muita confiança. A relação segue mais amiga do que amor, o dia-a-dia não deixa aparecer como dói nos corações dos envolvidos. Um belo dia, a soma de tudo não tem importância e, mais uma vez, a relação termina. Mas sua vida não! Ferida cicatrizada. Pronta para o recomeço. E encontra, e é bom e acaba de novo. Sorte? Não sei. Azar? Duvido. Sinceramente, a gente tenta. Uns mais, outros menos. Mas todos nós buscamos. Alguns desistem e ficam com os errados. Você não! Você tente, tenta e tenta de novo, de novo e de novo!!! julia-ayres.zip.net
Escrito por Julia Ayres às 20h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Amores de Carnaval
Não é no Carnaval dos grandes blocos ou de Salvador, mas os carnavais das pequenas cidades. Você consegue sim, beijar uma à noite inteira, ano ou vida inteira a mesma pessoa. Agora tem as armadilhas. Por exemplo: beijar o seu amigo. Nessa festa quase profana, isso acontece. A música, a bebida nos leva a ficar, digamos, expostas e aí surgem os “erros” de Carnaval. E confundem a nossa cabeça de uma maneira avassaladora. Não que isso seja de tudo ruim. É só para pensar.
Amores de Carnaval acontecem esses embaraços. Pode notar que depois feriado, alguns casais se separam e formam outros pares. Se você vai ao mesmo lugar todo ano, vai perceber melhor. Só é estranho quando acontece com você. No primeiro ano casada, no segundo com o novo namorado e no terceiro beijando seu amigo.
Ah, os amores de Carnaval, Tenho uma amiga que termina antes e volta depois, outra que volta para o namorado nesse período para não ficar sozinha., mais uma que fica com todo mundo e outra que some para fingir que estava com alguém.
Na verdade, o que se procura, na minha modesta opinião, é encontrar alguém em um período que as pessoas estão mais disponíveis. Diferente de outros feriados. Parece mais fácil apostar e conseguir. Quando acontece é muito bom. Se não acontecer é se preparar para o próximo carnaval. Com os mesmos truques, os mesmos erros e os acertos.
E depois recomeçar com : melhorias no emprego, ficar com a família, amigos e esquecer, ou não, os casos de ... Escrito por julia Ayres às 18h06 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Anjos da nossa vida
As pessoas aparecem na nossa vida de forma divina! Acredito que as de bom coração são anjos. Anjos com luzes porque iluminam quando a gente precisa. Alguns são anjos tortos, tentam acertar, mas não conseguem. Outros são tontos, rodeiam e mesmo confusos, às vezes acertam, outras vezes não. Existem os loucos que necessitam nos proteger para viverem e ‘metem os pés pelas mãos’, erram pelo absurdo da proteção e não por maldade. Ah... Existem os certeiros, aqueles que chegam no momento que a gente mais precisa, com as palavras certas, ensinam, amparam, protegem e confiam. Esses anjos nos mandam mensagem de otimismo pelo celular, numa bela manhã, não necessariamente no Domingo, mas em dias comuns. Você já imaginou isso? Pois é, isso acontece.São belos na alma, engraçados, cheios de energia. As próprias vidas são sacrificantes, pois também têm seus problemas. Olha que não são poucos. Conheço um bom anjo que além de acolher família, amigos, percebe também a carência dos animais domésticos de rua. Aí você perguntaria: Como? Com que tempo? Ele tem tempo, disponibilidade, saúde e energia para tudo. Por isso é chamado de anjo certeiro. Voltando a todos os anjos certeiros. Incrivelmente, existe mais de um. Não precisam ser amigos e nem conhecer desde a infância, mas percebem o fundo da nossa alma. Esses anjos têm compaixão, nos empurram nessa vida tão louca. Não deixam a gente desistir. Impedem-nos de cair. Trazem-nos de volta para a realidade com uma doçura, que só alguém puro de alma pode ter. Empurram-nos para frente na direção do confortável. O melhor de tudo, eles são de ‘ carne e osso’, estão entre nós. Mas só alguns percebem. Só os que crêem na força divina e na simplicidade das pequenas coisas. Só os que não desistem. Só aqueles que, de alguma forma, se sente privilegiados por viver. Só os que rezam.Só os que têm sorte de ter ao redor essas pessoas. Sinto-me privilegiada todos os dias da minha vida. A esses anjos meus sinceros agradecimentos!!!!!!!! Escrito por julia Ayres às 17h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O jeito DAIANA de ser
Ser mulher não é tão simples assim. Agora ser mulher, aos 39 anos, depois de dois relacionamentos que, ao todo duraram 10 anos é ser “daiana”. Daiana era uma personagem de novela Celebridade, de Gilberto Braga. . Não sou noveleira, tive que pesquisar para escrever esse texto. Com todo excesso que a personagem exige, Daiana não tinha medo de se expor. Quando ela desistia, uma amiga gritava “Olha, você é Daiana!”. Fui a um restaurante, na época da novela, e uma mulher levou um pé na b...correu para o banheiro aos prantos com a amiga. Aí, lá venho à amiga “Olha no espelho, você é Daiana” e a moça chorando gritava, “É eu sou Daiana”. Mas voltando a tarefa complicada de ser mulher e finalmente sozinha, é uma aventura “Daiana”. Ontem, depois do trabalho, fui tomar um chope, sozinha. Que mal há nisso? Os homens fazem isso com “pé nas costas”. Agora mulher????.Pois é, sentei, pedi um chope peguei a agenda e fiz a lista de supermercado. Pedi o segundo chope e fiz a lista de dívidas. Terminei de escrever e...nada. Olhar para onde? Para outra mesa? Para o nada? Para a rua? Por quanto tempo? Tudo vira uma eternidade quando se está sozinha. Aí vem às lembranças da vida, da vida dos outros, e a hora não passa. Vem, também, um pouco de alegria, dá vontade de rir, mas sozinha, você fica com cara de maluca. Então, pensa em tristeza. Chorar? Nem pensar! Vem o incômodo de estar sozinha, porque o chope está divino! Mas a solidão começa a incomodar. Você pensa “Eu sou Daiana” e nada. Naquele momento não faz efeito. Que tal alguém aparecer e sentar à mesa. Ninguém olha, não aparece ninguém conhecido. Vira uma tortura àquele lugar. Você quer ir embora, mas resiste porque você é moderna, independente, solteira por opção e “Daiana”. Pede o terceiro chope, o final de tarde está maravilhoso, pessoas nas ruas, os bares lotados com muitos amigos e casais. E você ali, agoniada, mas resistindo. A escolha foi sua. Pede a conta, levanta, dá um tchau para o garçom, vai embora para a segunda parte da solidão que é a sua casa. Também mora sozinha por opção. Chega em frente ao espelho e diz “Eu sou Daiana” e depois tudo volta ao normal. Trabalho, amigos, família. Mas que bom você resistiu! Era exatamente o que você queria fazer e o fez com toda maestria.
Juliaayres2009@hotmail.com julia-ayres@bol.com.br
Escrito por julia Ayres às 17h41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Bem-vindo ao meu blog! Espero que goste! Escrito por julia Ayres às 17h15 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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